Critica do Babels: Peter Naumann

EN Discussions on the politics of Babels, alternative interpretation systems, linguistic diversity and the Social Forums
ES Discusiones políticas sobre Babels, sistemas alternativos de interpretación, diversidad lingüística y los foros sociales...
FR Discussions politiques sur Babels, les systèmes d'interprétation alternatifs, la diversité linguistique et les forums sociaux...

Postby Dora » Tue Jun 28, 2005 1:01 pm

As far as suggestions are concerned, I have one: wouldn't the Forums be a good opportunity to inaugurate a new form of cooperation between interpeters and speakers? I have worked in conferences and I have volunteered in the Forums and have seen no difference in the panel's (and the organisers'!) attitude, that is, stick an interpreter in front of the mike and hope for the best - "automatic translation is provided" as many a greek facilitator has said, which speaks volumes of how interpreters are perceived.
I say get the speakers to deliver copies of their speeches or notes or have a chat with the pivot interpreter beforehand, and to work w-i-t-h us and not against us. It's bad enough that you cannot really prepare for the vast subject matter of a Forum (the lexicons can help but nowhere near enough) without having speakers read out their texts like there's no tomorrow!
Dora
 
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Re: OK

Postby Chico Zapote » Tue Jun 28, 2005 1:35 pm

Peter Naumann wrote:Aguardo com curiosidade o artigo de BABELS. Se não for demais, quero dar aqui um conselho: não escrevam esse artigo coletivamente, pois isso não vai funcionar. Discutam coletivamente, se quiserem, façam um "brainstorming", mas nomeiem uma pessoa intelectualmente qualificada, que saiba escrever, ou um colegiado de dois, no máximo três redatores para escrever esse artigo.
Atenciosamente,

Peter Naumann



Compañeros!!! COMPAÑERAS !! aquí tenemos un espacio para redactar nuestra carta en contra de las estupideces del autocráta Doctor Peter Naumann que todo lo sabe, menos lo que significa DEMOCRACIA, TRANSPARENCIA Y HORIZONTALIDAD!!! por su visión, nuestra cultura indígena está condenada a morir bajo el tacón de las lenguas coloniales!
En las conferencias internacionales, qué espacio tenemos los indígenas?? qué esfuerzo hacen los profesionales derechistas para que el mundo no se quede hablando inglés (o alemán)?? me da mucha tristeza ver que la gente que debería estar en favor de la multiplicidad de las lenguas sea tan limitado en su visión, dándonos lecciones de interpretación con ojeras. El Doctor Peter Naumann está en contracorriente de la historia una vez que la propia UNESCO ha establecido un programa del patrimonio de los bienes intangibles que son las culturas de los PUEBLOS del mundo.
El Doctor Peter Naumann sostiene la posición derechista que quiere exterminar los pueblos indígenas en el mundo. Su posición es una forma de opresión!!

acabo de copiar esto en el WIKI de babels:: http://www.babels.org/wiki/RespuestaNaumannn

ahí podemos seguir con nuestra carta, que SI podremos escribirla juntos, y no solamente tres 'intelectuales' de derecha, elitistas, corporatistas como lo sugerió el Doctor Peter Naumann!

al menos nostros publicamos TODO, y no censuramos las contribuciones de la gente. Viva la democracia y la transparencia!!
Chico Zapote
 
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Re: OK

Postby Peter Naumann » Tue Jun 28, 2005 10:15 pm

Prezado Chico Zapote,

Acabo de ler a sua conclamação. Faça-me um favor, faça um favor aos leitores inteligentes e demonstre ONDE me pronunciei contra as línguas indígenas, onde me pronunciei contra a democracia, a transparência, e porque a minha posição seria direitista. Não basta afirmar isso, é necessário demonstrar. Em nenhum lugar sugeri que "el mundo [...] quede hablando inglés (o alemán)". Sempre defendi a multiplicidade das línguas. No meu artigo citei inclusive a proposta do cientista político e economista Elmar Altvater, de cobrar uma taxa sobre os livros publicados em inglês, a ser administrada pela UNESCO, para preservar a diversidade lingüística e impedir o empobrecimento do patrimônio cultural da humanidade, que se expressa também na diversidade lingüística.
Você conclui o seu discurso com a afirmação: "El Doctor Peter Naumann sostiene la posición derechista que quiere exterminar los pueblos indígenas en el mundo." Prove isso, não afirme apenas. Manifestações como as suas não contribuem para o esclarecimento dos problemas. Produzem apenas ruído.
Leia com atenção o que eu escrevi. Caso não tenha entendido, leia mais uma vez. Se isso não bastar, leia uma terceira, quarta, quinta vez. Leia quantas vezes for necessário. Não creio que haja diferenças substantivas entre nós no campo político. As diferenças dizem respeito à competência técnica para solucionar problemas técnicos. Até agora, não reconheço essa competência em BABELS.
Mais um conselho: pense, antes de escrever. Não faz mal.
Atenciosamente,

Peter Naumann
Peter Naumann
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Aos coordenadores do grupo - mensagem de Chico Zapote

Postby Marten Henschel » Wed Jun 29, 2005 9:11 am

Caros amigos,

Horizontalidade, transparência e democracia - princípios evocados pelo babels e por Chico Zapote - não significam abrir espaço a ofensas abusivas, tais quais as desferidas por Chico Zapote.

Talvez seja oportuno lembrar aqui a função dos coordenadores dos grupos (faq.php#29):

"O que são Moderadores?

Moderadores são utilizadores (ou grupos de utilizadores) cujo trabalho é supervisionar diariamente o funcionamento dos fóruns que lhes estejam designados. Eles tem o poder de editar ou remover mensagens, bloquear, desbloquear, mover, remover e subdividir tópicos nos fóruns onde são moderadores. Geralmente os moderadores fiscalizam mensagens que possam ir para além do assunto em discussão ou o uso de material abusivo ou ofensivo."

Um outro discurso é possível e, convenhamos, necessário para evocar um outro mundo!

Saudações,

Marten
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Postby ljesover » Thu Jun 30, 2005 8:02 am

Marten, your citation of the BBForum FAQ is right. But we are not using moderated Forums... Which means there are no moderator. Furthermore the text as a reply to Peter Naumann... is directly accessible to Peter Naumann himself for him to help changes...

So I do not know where the offensive is coming from. But clearly either we can work in intelligence with one another or either we are not. The Peter's text which he writes on his own is clearly offensive and is clearly full of "half truth" to say the least. He portrays translation within the WSF as it never existed. One can say it reflects his own point of view. Yes. Why not. My sole question is therefore how can we merge it into a more realistic point of view.

We never attacked what was done in previous WSFs publicaly. We discussed a lot about it privatly with the organizers of WSFs especially coming back in POA after a year leave, and the Mumbai experience. Everything has limits. Our experience like all the others.

Interpreting is not about only about being paid or not, and quality of work is not only getting paid or not for a work done. Once agreeing on this, we can maybe go further in more interesting grounds.

Like the question we are encountering about indegeneous languages or even sign languages (nor recognized languages in international bodies in general and of course not ecanomically viable...). Not easily resolved for sure by just stating let's pay translations for colonial languages PT, ES, EN or FR... especially with limited budget, the need for 20 to 50% of the room with translation (ie around 40 to 60 rooms at least), and so on. Both ends of the issue have to be taken in account. It is not solely about translators, it is also about translation.
ljesover
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Pedido

Postby Marten Henschel » Thu Jun 30, 2005 1:53 pm

Caro Ljesover,

Desculpe incomodâ-lo, mas não entendi a sua reposta. Talvez você possa explicar melhor o que você quer dizer.

No meu comentário, perguntei pela função dos coordenadores do BBForum por acreditar (quem sabe "crer") que não é justo chamar alguém de direitoso, racista e opressor sem indícios. Por não gostar de palavras grandiosas, não faço aqui referência aos Direitos Humanos do acusado. Mas, lido com atenção, certos comentários lembram a caça às bruxas, o auto-da-fé.

Se entendi direito, o fórum BB tem regras mas não existe ninguém para impedir que elas sejam violadas. Por mais aberto que seja um espaço, ele precisa de delimitações. Caso contrário, vira um nada ou uma bagunça. Ademais, não acredito que alguém, depois de ser chamado de direitoso, racista e opressor, se sinta a vontade para vestir a camisa do babels e ajudar a mudar algo.

O que me assustou foi ler que vocês não debateram as experiências dos FSMs anteriores em público. Outra coisa que não entendi é a questão do dinheiro, do serviço pago ou não. Você se refere aos custos/despesas da interpretação no FSM 2005?

Sei que são muitas perguntas. Por isto, agradeço, de antemão, a sua resposta.

Marten
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Re: OK

Postby Chico Zapote » Thu Jun 30, 2005 10:53 pm

Peter Naumann wrote:Leia com atenção o que eu escrevi. Caso não tenha entendido, leia mais uma vez. Se isso não bastar, leia uma terceira, quarta, quinta vez. Leia quantas vezes for necessário.


Doctor Peter NAUMANN,
acaso usted se cree el Profeta cuya palabra los pobres ignorantes del mundo han de leer y releer y releer y releer??
yo leí su artículo, y note (en la traducción en inglés de una camarada):

often cognitively challenged volunteers were not losing their tongues, they actually began to speak in other languages, but no Holy Ghost appeared to them to repeat the Easter wonder.

500 Babelitos, as the Babels members call themselves in their trendy childishness, and perhaps too with a vague premonition of their actual stature

Forum’s organisers will learn from their mistakes and will scatter Babels’ members abroad into their respective lands that they may not bring even more confusion upon the face of all the earth


CLARO, usted me dirá que eso no fueron INSULTOS... sino ironía... pero usted y su defensor fidei el señor Marten quizá no entiende que su ironía de pedante (Cervantes 1604, Beaumarchais 1734, Voltaire 1722, Smollett, 1751) solamente propone la DESTRUCCIÓN de un movimiento que no le conviene a los enemigos de la SOLIDARIDAD.
De tanto criticar, y de tanto saber qué es lo que no funcionó (como si no se supiese!!!), porqué no involucrarse y ayudar con proposiciones concretas?? métase en un grupo de trabajo!! cualquiera sabe que cuando estoy en mi pueblo, soy el único en poder traducir lo que dicen mis paisanos en sus idiomas indígenass!! no tuve el honor de irme a la universidad con usted, señor Doctor, para poder leccionar a medio mundo, no pude ir a la universidad. aquí no alcanza la lana para eso. pero sé que compañeros de BABELS hicieron esfuerzos para SALVAR al pueblo INDIGENA en este continente!! y eso cuesta! y para eso se tiene que luchar!! porqué quejarse que la sopa no está buena si a nosotros a veces ni tenemos sopa!!

no me venga consu moral de derecha!! llamarle a usted un hombre de derecha no es un insulto, es la realidad!! al pobre, la calidad no es el problema, la cantidad es lo que más le falta. acaso no leyó eso en sus libros??
Chico
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Re: OK

Postby Peter Naumann » Fri Jul 01, 2005 1:58 am

Prezado Chico Zapote,

Continuo sem entender que razão, que prova pode apresentar para me chamar direitista. Você não me conhece. Não sabe o quanto eu já trabalhei como voluntário, para sindicatos, ONGs, também igrejas (embora seja agnóstico). Não sou contra o voluntariado, sou contra a incompetência. E o que eu vi em Porto Alegre, e o que colegas sérios, que também trabalharam muito como voluntários e não são direitistas (isso é muito simplismo de sua parte), me disseram sobre outros foros, foi um caos, indício da incapacidade técnica mais elementar. Qual a utilidade das boas intenções, se inexistem condições e competência para pô-las em prática?
Só lhe pedi ontem que apresentasse provas concretas de que eu sou conta a diversidade lingüística, contra os povos indígenas etc. Até agora você não as apresentou. E não vai conseguir apresentar. Mas eu apresento provas do que eu digo. Posso documentar tudo.
As citações do meu artigo, que você selecionou, são constatações. São juízos sobre a realidade que vi e ouvi. A última citação é uma recomendação baseada na experiência profissional de quase 26 anos de quem tem duas carreiras, uma tradicional de intérprete (para governos, empresas, universidades e instituições de pesquisa etc.) e uma paralela (para sindicatos, ONGs, igrejas, grupos marginais como trabalhadores sem terra etc.). Conheço os dois lados da interpretação. Sou a favor do voluntariado. Mas trabalho voluntário não pode ser trabalho de menor qualidade.
Seu conselho em forma de pergunta "porqué no involucrarse y ayudar con proposiciones concretas?? métase en un grupo de trabajo!!" é desnecessário. Eu faço isso de qualquer modo. Mas faço com quem me dá condições de trabalhar bem. Nunca aceitaria trabalhar sob a "coordenação" de uma pessoa que não tem experiência profissional e não sabe como organizar uma conferência. A primeira condição para trabalhar bem é tirar das cabines todas as pessoas que não sabem interpretar.
Não posso opinar sobre as línguas indígenas, pois não as conheço. Já passei várias vezes pela experiência da incomunicabilidade diante de línguas indígenas. Uma me tocou particularmente. Uma vez, em 1992, trabalhei num congresso em Belém, no Norte do Brasil. Os idiomas eram português, inglês, alemão e espanhol. No primeiro dia um orador começou a falar num idioma indígena de uma tribo do interior do Estado do Amazonas. Falou quase cinco minutos. Depois falou em português e disse que fizera um teste, para ver se seria traduzido ao português, espanhol, inglês e alemão.
Imagino, porém, que não haja intérpretes profissionais para a maior parte das línguas indígenas. Nesse caso, seria necessário encontrar uma solução específica para essas línguas, sempre que a interpretação fosse necessária. Se a interpretação simultânea não funcionasse, deveria ser tentada a interpretação consecutiva.
Mas isso só vale para as línguas que ficaram marginalizadas no processo histórico. Não vale para a interpretação entre idiomas como espanhol, francês, inglês, alemão, italiano, árabe, chinês etc. Aqui existem profissionais qualificados, e o Fórum deveria tentar atraí-los. Nada justifica trabalhar com amadores, que podem até dominar razoavelmente mais de uma língua, mas esquecem a metade, não sabem analisar o discurso e reproduzi-lo de forma estruturada.
Para organizar um bom trabalho, o Fórum precisaria de um competente "consultant interpreter", não desses coordenadores que positivamente não sabem o que é interpretação e não têm autoridade para atrair os bons profissionais.
O Fórum não merece BABELS. Merece intérpretes.
Peter Naumann
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Postby ljesover » Fri Jul 01, 2005 5:52 am

Marten, I reread the posts and clearly I do not see what needs to be "moderated" a light word to say "not posted anymore". I am quite familiar with managing lists and discussions and although one can say it is not a "polite way of speaking", it is still reasonable.

Peter, to answer your post a little, I'd like to add that your example is clearly for me the best example you can give to present the total opposite: Translation is clearly not only for speaker to be able to have a consecutive, is for languages hence cultures to participate and have the right to participate equally to debates (that is the end of a year long process for the WSF, or even two year long now) and to the process itself. I do not care personaly for Quechua-speaking speaker to be one speaker out of 200 speakers, what I care about is that we are able to make Quechua part of the process and the event in various rooms. Furthermore, and that is what failed in POA, it has been two year we try to find technical solutions in order for it to be recorded, archived, indexed and available live on the Internet. The "translation SF Project" is a global project.

For instance we have started an experiment in the International Council WSF mailinglist and in the European Social Forum one as well, to translate (nearly live - within 24h) emails in order for the lists to not be in broken English like mine or even worse (ESF), or in broken Spanish (WSF), solely. This is a project to develop more participation from organizations which never say a word in these lists because they cannot express themself in the dominant language or even cannot fully understand the debates. It is a month old systematic experiment so it is to early to evaluate fully what are the effects. Nevertheless there seem to be a variation in the languages of posting emails and even more analytical ones which are started to be posted. To early to say if it is in relation with the experiment or if it "season-related"... We will see viewtopic.php?t=423

Yes you have an experience, and a valuable one. Yes we do not share the same point of view. But the world also changed (and very wuickly) in the past years... and clearly "languages" are not corresponding solely to the "nice indegeneous guest" participating to a colloquium and speaking only on his/her situation or the French speaking French in a US convention of NGOs. In case you did not notice in the WSF05 there was even no plenary session in huge rooms, which is a big change from WSF03. This change is happening all around in the various SFs on the same basis: It is not about anymore having some key-note speakers in huge rooms giving some already heard "big" speeches. It is now about work, interlinking concerns, co-elaborating alternatives and so on. Clearly a consecutive in Quechua is not answering the need for this culture and the people using it to be part of anything. The situation changed.
ljesover
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Inimigos do discurso

Postby Marten Henschel » Fri Jul 01, 2005 8:47 am

Por não ser inimigo da solidariedade e por não ter obtido nenhuma resposta a perguntas que fiz de boa fé, termino por aí a minha participação neste fórum que, a meu ver, cultiva um discurso prolixo, sem sentido e sem futuro.

São outros os fóruns solidários dos quais participo com dedicação e prazer e com a alegria de poder contribuir para um outro mundo que, para além de um certo afã, exigirá um discurso lógico, o respeito mútuo e a luta pela causa que nos une.
Marten Henschel
 
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de Jesús de Manuel

Postby Maria Brander » Fri Jul 01, 2005 7:31 pm

¡Hola! Esto lo ha escrito Jesús de Manuel, pero como no le funciona bien la contraseña de este Foro, me ha pedido que cuelgue esto aquí por él.
Otro Mundo es Posible,
M.


No voy a extenderme aquí sobre mi visión de la calidad en el voluntariado. Ante todo porque no me parece que ésa sea la principal preocupación del autor del artículo que ha suscitado este debate: al Sr. Nauman le molesta el voluntariado en sí y por eso lo ataca utilizando como pretexto las carencias, reales, en la calidad, de otro modo sería más respetuoso y constructivo. Pero es que sobre todo ya lo hemos expuesto en detalle en el artículo cuyo enlace se indica más arriba (v. Brander, López y De Manuel 2004 en la revista Puentes) y que no parece que algunos de los miembros de AIIC que han escrito en este foro (incluido el Sr. Keiser) se hayan tomado la molestia de leer. De otro modo se habrían dado cuenta de que en Babels no faltan profesionales y profesores de interpretación preocupados por la calidad y que están esforzándose por mejorarla con medidas concretas. Así que, como ya ha indicado alguien antes, no hemos esperado ni necesitamos la "ayuda" ni aún menos la dirección de ninguna asociación externa para afrontar el problema.
Me llama la atención, por lo demás, la exigencia de que todos los intérpretes voluntari@s tengan una cualificación universitaria (exigencia que compartimos en Ecos, asociación a la que pertenezco, al menos cuando así se cubra la demanda de voluntari@s) cuando AIIC nunca ha mantenido tal exigencia como criterio de admisión en su asociación. De hecho fue fundada por intérpretes autodidactas, es decir, por personas que empezaron haciendo, cobrando por ello, lo mismo que tant@s voluntari@s de Babels hacen ahora gratuitamente, interpretar sin cualificación por la falta o escasez de intérpretes cualificados para atender una demanda concreta. Si en los juicios de Nuremberg, que dieron lugar a penas de muerte, interpretaron militares bilingües sin formación previa como intérpretes, ¿qué hay de tan escandaloso en que ahora, para reunir equipos de 500 y hasta 1000 intérpretes se tenga que recurrir en parte a militantes bilingües o pluringües sin cualificación pero, a veces, como aquellos militares, muy dotados para la interpretación? ¿Acaso son peores estos militantes que aquellos militares?
Me pregunto si en el fondo lo que preocupa a AIIC no es que se vaya extendiendo lo que ya es un secreto a voces: que hay vida fuera de AIIC lo mismo que hay vida fuera del mercado (y vida de calidad en ambos casos) y que Babels y el voluntariado en interpretación por extensión necesitan a AIIC como el Foro Social Mundial necesita al Banco Mundial o al Fondo Monetario Internacional. Y no hablo de los miembros de AIIC como intérpretes-ciudadanos individuales. Los hay que ya colaboran con nosotros. También hay un ex sub-director del BM, ex asesor de un presidente de EEUU que se ha pasado al altermundismo. Un tal Joseph Stiglitz, quizá algún día ustedes lo interpretaron.
Y ya que AIIC se mete en nuestros asuntos, cosa que agradecemos, ¿me permiten ustedes una sugerencia? ¿Por qué no abren su asociación a todos los intérpretes que demuestren serlo? Hay títulos oficiales y certificados académicos, exactamente igual de válidos que los que se expiden para los médicos o los abogados, que permiten distinguir quién es intérprete y quién no sin necesidad de padrinos. Si así lo hicieran, l@s intérpretes profesionales de todo el mundo podríamos considerarlos realmente LA asociación internacional de intérpretes de conferencia, digna de representarnos a tod@s. Mientras no lo hagan, muchos dudaremos de su legitimidad para organizarnos, representarnos, defendernos y, aún menos, darnos lecciones.

Jesús de Manuel Jerez
Maria Brander
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Ironía, ofensa o retórica?

Postby fredacho » Mon Jul 11, 2005 4:38 am

ES
Hola militantes de Babels.

Luego de una prolongada pausa en mis lecturas de los tópicos babelisticos, decidí ponerme al día al respecto. Mi nombre es Freddy Cuzco y trabajé como intérprete voluntario en el FSM 2005 llevado a cabo en mi ciudad de residencia el último enero. Quería expresar dos ideas, simplemente.

La primera es una felicitación al humor satírica-política-irónicamente-correcto del senhor Naumann, quien apelando al mejor estilo germánico-gaucho? que por sus neuronas fluye, funciona perfectamente como la mejor prueba de que la soberbia y la petulancia no necesariamente tienen que ser deselegantes. Citando frases hasta en 6 idiomas diferentes, para probar cuan instruido y culto un intérprete tiene que ser, el senhor Naumann nos ofrece un análisis frío de como él vio las cosas, cómo siente que deberían ser, y sobretodo de que su gentil disposicion para ser el consultor que propone es todo lo que Babels necesita. Al césar lo que es del césar, los anhos de experiencia, lecturas, y cuajado(tendiendo a cortarse) intelecto del susodicho nos rindieron un artículo que es interesante de leer, sin ánimo hepático, dígase de paso. Con lenguaje que permite ser entendido por todo el mundo ( y es ahí donde felicito la cordial y fina petulancia y arrogancia del escribidor del mismo -escribidor, pues su estilo me recuerda mucho a Vargas Llosa con las abismales diferencias del caso, y con el perdon de mi compatriota por semejante y ofensiva comparacion- pues su tono accesible facilita enormemente su total entendimiento) el senhor Naumann nos demuestra que somos un grupo de pateticas ovejas siguiendo el rebanho que estúpidamente cree que un mundo mejor es posible. beee meeee...
Yo no balo, sino hablo senhor Naumann, razón por la cual sus críticas más que su estilo son bienvenidos. Sin embargo, no necesita hacer despliegue de toda la biblioteca que tiene almacenada en su neura, para decir algo que (como puede estar viendo estoy haciendo en un triste remedo de su estilo) puede haber dicho en palabras más simples y menos ironicas.

Al césar lo que es del césar, pues duela a quien le duela lo que este ciudadano hizo, de manera nada económica claro está, no fue más que un llamado de atención al cómo las cosas están o estaban yendo en Babels. Las críticas que podemos recoger, las constructivas, obviamente, dicen algo que todos nosotros ya sabemos, y que espero pueda ser mejorado, y optimizado hasta el proximo lugar del mundo a donde Babels tenga que ir la próxima vez. Estuve involucrado y mucho con la organización durante el tiempo en que fui necesario, y si hay algo que el artículo naumanniano hizo fue caerme como un jalón de orejas justo y necesario. Leí en otro de los tópicos, que se vislumbra una reunión mundial de miembros de Babels (alguien se incomoda en ser llamado de babelito, babelinho, babeliano, babelienita o algo así?) en la que en las diferentes etapas previas al evento en sí, ya se estará haciendo una lluvia de ideas de lo que será discutido. No creo que iremos a esperar hasta allá, el lejano mayo, en la lejana Francia para comenzar, cierto?

Mi segunda idea, tiene que ver con ésta y es convocar a los miembros de Babels que participaron como intérpretes en Porto Alegre y que residan en las cercanias, a una reunión en breve para ver dónde y cómo estamos en estos momentos. Colocaré un mensaje en este medio al respecto, pido comencemos los contactos ya. Mi correo electrónico es fcuzco@yahoo.com

Gracias por su lectura atenta, y gracias senhor Naumann por aquella bofetada férrea en guante de seda que algunos con la misma visceralidad ya anteriormente y en su estilo agradecieron.

pd. El texto fue escrito en espanhol para permitirme una soltura semejante a la naumanniana que originó toda esta sana discusión. Mi teclado no tiene la letra "enhe" motivo por el cual usé esa combinación de caracteres.
fredacho
 
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Re: paz

Postby Peter Naumann » Tue Jul 19, 2005 3:12 am

Depois de uma tentativa malograda em início de junho, coloco aqui a minha primeira resposta a Alberto Prieto, enviada em 5 de junho, a pedido dele, e também na convicção de que o debate deve ser público.

Prezado Alberto,

Escrevo em português (meus idiomas A são alemão e português, espanhol é apenas C). Espero que você me compreenda. Caso contrário, BABELS talvez encontre quem me traduza para o espanhol ou inglês com correção mínima.
Li a sua carta (editada pela redação de COMMUNICATE!), mas recebi também do Postmaster a carta completa, na qual você faz uma afirmação absolutamente inqualificável: "If this is the way Naumann is trying to earn more points to get into AIIC, by crushing others and trying to climb the corporative ladder, I find it is a mafia-like practice, and he should be ashamed."
Essa afirmação seguramente irrefletida merece alguns comentários:
(1) Você não me conhece. Sou um intérprete da geração antiga, embora ainda não seja tão velho (completarei 55 anos em algumas semanas). Estou na profissão desde 1979. Trabalho para governos (sou um dos dois intérpretes de confiança do governo federal alemão no Brasil), organizações multilaterais, grandes empresas, empresas de médio porte, às vezes empresas pequenas, trabalho evidentemente em congressos internacionais. Trabalho muitíssimo para sindicatos e universidades. Já trabalhei muito para ONGs e para igrejas. Trabalho também numa área, na qual a maioria dos intérpretes não consegue trabalhar por falta de qualificação lingüística e intelectual: nas ciências humanas (especialmente na Filosofia, no Direito, na Sociologia). Sou um dos dois intérpretes oficiais do Instituto Goethe, que nos últimos 30 anos trouxe ao Brasil o que a cultura alemã tem de melhor.
Nunca pertenci a nenhuma associação de intérpretes, sempre fui independente, mas é possível que algum dia me filie a uma associação. Uma coisa é certa: a AIIC foi responsável pela definição das condições de trabalho, pela melhoria do padrão técnico, pela insistência na qualidade. E COMMUNICATE! é um dos melhores fóruns de discussão de problemas que dizem respeito à nossa profissão. Se você é um profissional e não sabe disso, deve ser muito jovem ou muito desinformado.
(2) Você deve considerar-me um mercenário, mas está enganado. Embora eu seja provavelmente o intérprete mais caro do Brasil (até por morar na periferia, em Porto Alegre, e trabalhar principalmente no centro do país), duvido que BABELS tenha membros tecnicamente qualificados (a) com uma carreira profissional comparável à minha e (b) com um histórico comparável de trabalho voluntário. Trabalhei para sindicatos, igrejas, organizações de base. Também já trabalhei sem honorários e paguei minha passagem de avião e a minha despesa de hotel. Traduzi vários livros e numerosos artigos sem honorários. Sempre fiz isso e sempre farei, onde eu puder e onde julgar necessário e útil. Veja bem que tenho quase 26 anos de carreira. Não é pouca coisa. BABELS não possui autoridade moral nem profissional para me refutar com argumentos tão baratos, além de precários, como "difamação", "insulto".
(3) Leia, releia com atenção o que eu escrevi. Tenho certeza de que você não manterá esse juízo, que eu não conseguiria compreender, a não ser como uma manifestação de simpatia pelo analfabetismo funcional. Releia mais uma vez e com ânimo sereno, sine ira et studio, um dos últimos parágrafos do meu artigo, precedido do número "10". Nele eu assumi até a defesa dos babelitos. Afirmei, com convicção meditada, que houve abuso e violação da dignidade humana. Um colega, a quem mostrei esse parágrafo antes de publicá-lo, me disse que a defesa não era cabível, pois os babelitos vieram voluntariamente a Porto Alegre. Ora, os babelitos que ouvi não tinham nenhuma qualificação para a interpretação. Aceitaram fazer um trabalho do qual nem idéia faziam. Isso é próprio de menores de idade. Menores não podem ser responsabilizados. Por isso é mais correto perguntar pelos responsáveis em BABELS. Apesar da misteriosa horizontalidade, deve havê-los. Eles deveriam vir a público e explicar o que fizeram com os babelitos.
(4) O artigo foi escrito em meados de fevereiro em alemão e publicado (na sua versão original, menor) no site alemão do Fórum Social Mundial em 19 de fevereiro (http://www.weltsozialforum.org/news.2005.26/index.html). Por cortesia e dever elementar de honestidade intelectual, enviei o artigo também a BABELS. Cathy Arnaud (suponho que seja uma coordenadora) acusou o recebimento, mas não respondeu. A coordenação de babels-de respondeu imediatamente e considerou a crítica construtiva. Os babélicos brasileiros, que não lêem alemão (suponho eu), não se manifestaram. Houve algumas honrosas exceções, dentre elas dois colegas do Chile e do Equador. Eles mostram que há vida inteligente em BABELS, apesar da avalanche de evidências contrárias. O mesmo acontece com a direção do Fórum, que também não parece estar disposta a penitenciar-se e aprender com os erros cometidos. Soube da Alemanha que muitos membros de BABELS na Europa quiseram responder, mas depois chegaram à conclusão de que eu não mereceria uma resposta. Quem age assim desclassifica-se liminarmente.
Em meados de março encontrei por casualidade uma primeira versão inglesa num site de BABELS, viewtopic.php?p=1368#1368. Também aqui não houve nenhuma reação, ao menos não pública. Com duas exceções (uma delas foi de uma voluntária, Marie Geoffray, residente no Recife/Brasil), não soube de nenhuma reação pública.
Em 22 de março distribuí a minha versão portuguesa (mais extensa) no Brasil e fora do Brasil. Ofereci, mais uma vez por cortesia e dever de honestidade, a BABELS, mas uma coordenadora local só respondeu mais de um mês depois e até hoje não se pronunciou sobre o conteúdo. Yan Brailowsky teve a gentileza de me explicar em 7 de maio como colocar o artigo no Fórum de Babels. Consegui publicar no dia 8 de maio em viewtopic.php?t=419. Nenhum membro da nação babélica respondeu.
(5) Ouvi dizer que a maioria dos coordenadores de BABELS é formada por pessoas que não são intérpretes ou não sabem fazer o trabalho e por isso não sabem quais são os problemas conexos com a organização da interpretação em uma conferência internacional. Não excluo a hipótese da necessidade de uma rede de voluntários. Mas ela deveria ser formada por profissionais, e pelos mais qualificados em escala mundial. Ela só poderia ser coordenada por um "consultant interpreter" com larga autoridade profissional, dotado da autoridade de um "chief/senior interpreter". Um militante sem conhecimento aprofundado de interpretação nunca conseguirá fazer isso. Não faz muito sentido trabalhar com amadores, a não ser que sejam intérpretes natos, que são raridades, na minha experiência e na de outras pessoas que realmente conhecem essa área. Amadores só deveriam ser admitidos em reuniões minúsculas, informais, onde os estragos não seriam tão grandes.
(6) O meu artigo deve ser compreendido como o que ele é: uma defesa intransigente dos padrões clássicos de qualidade e da competência profissional. Esse é o interesse objetivo do FÓRUM SOCIAL MUNDIAL, ainda que alguns responsáveis pela organização do FSM tenham demonstrado interesses subjetivos distintos. Quem quer mudar o mundo precisa fazer diagnósticos corretos do status quo. Como eles não são simples, uma discussão internacional não funcionará sem intérpretes profissionais de reconhecida competência lingüística, intelectual e técnica, sejam eles pagos ou não. Não posso imaginar que uma pessoa de plena posse das faculdades mentais defenda uma posição contrária.
Atenciosamente,

Peter Naumann
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Re: paz

Postby Peter Naumann » Tue Jul 19, 2005 3:19 am

Depois de uma tentativa malograda em início de junho, provavelmente devida a um erro técnico meu, insiro aqui a minha segunda carta para Alberto Prieto, de 5 de junho, a pedido dele e no interesse de uma discussão pública.
Peter Naumann



Prezado Alberto,

Grato pela lembrança do artigo sobre NOMAD e do depoimento de Thanasis Chrysos, que eu já conhecia. Mas isso não justifica o problema da interpretação deficiente em Porto Alegre. Permito-me citar um trecho do meu artigo (ênfases minhas - PN), para lembrar que o fracasso de NOMAD não isenta BABELS da responsabilidade. Quando a técnica não funciona, os intérpretes tomam os seus blocos, saem da cabine e interpretam em consecutiva. Sempre foi assim, sempre será assim. É claro que em salas com mais de duas línguas a interpretação consecutiva pode ser impossível ou estender demais o tempo. Mas mesmo assim, teria sido possível garantir ao menos a interpretação para um dos idiomas anunciados. E se BABELS realmente fosse uma organização competente, isso teria funcionado. Leia mais uma vez o trecho abaixo:

"Departing from this "knowledge drawn from experience" ("saber de experiência feito", Camões) the educationalist Salete Valesan, a member of the Paulo Freire Institute and the Organising Committee for the 2005 World Social Forum believes: "Firstly we must pay closer attention to provision of the interpretation and the equipment, since they did us serious damage. Not because it was really the wrong option to have chosen. By taking this option, we ensured that the process was being driven by networks and movements, that the equipment was made by the networks and the movements, and that the network of volunteer interpreters became stronger. However, we had technical and production problems which unfortunately detracted from the first two days of the event. The moral is that we must forestall these problems in future. We must take care that the problem does not continue right up to the event. We must anticipate..."

(Original in Portuguese, translation Peter Naumann and Sarah Brickwood)

How is Mrs. Valesan qualified to judge the reasoning, or lack of it, behind this "option"? Her argument (which we are doing her a kindness to term as such) is not thought through and contains a fallacy that has been chewed over ad nauseam by Babels members and WSF organisers: in a nutshell, if Nomad had worked, then the simultaneous interpreting would have worked as well. This pseudo-argument reveals an almost animistic belief in the power of technology. Of course good simultaneous interpreting demands high-quality equipment, adequate conference rooms, etc. But it is still the interpreters, rather than the technology, that make the difference. Amateurs cannot qualify as interpreters through good technology, as if they were nothing other than equipment interfaces. And if the technology fails, the interpreters must just leave the booth and interpret consecutively. This is what happened at the World Social Forum, with the widely reported disastrous consequences. In some respects, an interpreter can prove his ability better through consecutive interpreting than in the anonymity of a booth (4): he acts for the speaker much more comprehensively than in the booth, is if anything a second speaker and sometimes becomes the speaker's more effective double. He must understand the discourse, otherwise he will be incapable of digesting the speaker's ideas and reconstructing them in the other language. It is no coincidence that some of the most renowned interpreting schools in the world regard the learning of consecutive technique as a prerequisite for successful simultaneous interpreting.

(4) On the last page of his memoirs, ending with the date and place (July 1959, Neuilly-sur-Seine), Hans Jacob writes: "The conference interpreter's profession has become depersonalised and mechanised through the continuing inroads made by simultaneous interpreting. Congress and conference delegates might almost start to think that robots and machines were working in the booths rather than people" (ibid. p. 286). This is not just moving and significant testimony by an eminent colleague from the first half of the last century. Projected onto the current state of conference interpreting, Jacob's statement - very much a product of its time - should at least make us reflect."

BABELS não pode eximir-se da sua falência em Porto Alegre com a desculpa de que NOMAD não funcionou.
A maneira mais honesta de enfrentar esse problema é admitir que o padrão de qualidade é muito baixo, se é que existe.
Eu mesmo, que já trabalhei muito como voluntário em 26 anos de carreira, como lhe escrevi ontem, penso que pode um dia ser necessário criar uma rede de intérpretes voluntários. Mas o sistema deve ser o tradicional, com um ou vários senior/chief interpreters e uma equipe inteiramente profissional, admitindo-se um ou outro estudante avançado e, caso haja, "intérpretes natos". Qualquer outra solução será precária e levará mais cedo ou mais tarde a fracassos.
Atenciosamente,

Peter Naumann
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Reply to Julie Boéri

Postby Peter Naumann » Fri Aug 05, 2005 3:15 am

Publico aqui a minha resposta às duas manifestações de Julie Boéri, já publicada no Fórum da AIIC.

Peter Naumann




Peter Naumann (naumann@via-rs.net)
Date: 25 Jul 2005 19:55
Subject: Reply to Julie Boéri

Dear Ms Boéri,


Your letter of 12 June, which was sent to me automatically, and published days later deserves an answer – above all because it concentrates, in an almost exemplary manner, the prejudices, clichés and the sometimes almost paranoid-sounding behaviors of many members of Babels.

On 16 June I asked you to tell me with whom I am dealing:

“Dear Ms Boéri,
The AIIC postmaster sent me your letter of 12 June a few days ago, and yesterday it has been published. I will gladly respond to your remarks. However, in order to be able to comment fittingly in the interests of a fruitful discussion, I must first know with whom I am dealing: with a conference interpreter whom I can address as a colleague, or with an untrained supporter of Babels whom it would be impolite to burden with technical arguments. Even after repeated perusal of your letter I have been unable to reach a definite conclusion.
In anticipation of a brief reply,
Yours sincerely,
Peter Naumann”

So far you have not yet answered, but I was not idle and obtained information. Your article which I quoted from http:www.euromovements.info/newsletter/babel.htm, does not say anything about you. The same article, however, was published on 20 February, 2005. in http://www/forumsocialmundial.org.br/di ... ina=Babels. There you say that you are a “professional interpreter and researcher”. From other sources I have found out that you are still a student in Granada. I also have found out that you were a well-paid coordinator of Babels at the Social Forum in London. I have heard a lot about the chaotic organization of that event from competent colleagues. This information is so contradictory that I find it really difficult to have an idea of who you are. Possibly that goes for Babels in general.

Before I go into details of your letter, which I will quote in your curious way of writing and with your punctuation, I would like to remind you that I, in one paragraph, expressly defended the amateurs who were misused by Babels. Strangely enough, my critics, including you, did not take note of this paragraph, and therefore I will quote it again here in full. I do not really like to quote myself, because I always try to achieve unmistakable clarity. But, if you and the Babelitos do not read accurately, I must quote myself here. Thus, I also present below my defense of the amateurs, which you, as the amateurish coordinator of Babels in London, can also apply to yourself.

“Another basic reservation with regard to Babels concerns the dignity of these amateurs, hastily turned interpreters. Is it actually permissible to put a living being capable of speech and therefore intelligent (zoon logon echon, in the canonical expression of Ancient Greece) in a situation in which, for lack of education, experience, talent or other qualities, that being will utter only scraps of thought, mutilated periods, or incoherent speech? Public speech makes a speaker visible ('Speak, that I may see Thee!' Hamann, 1762) but also exposes him. A person lacking self-command should not be placed too early in the glare of the stage lights or their dimmed reflection in the booth. The consequences could be deeply mortifying. This was not taken into account by Babels and the Forum organizers. They thoughtlessly sent the babelitos to the front and to the slaughter, although they could have foreseen their charges’ miserable failure. Gross negligence is the very least with which those responsible, who hide behind the façade of the horizontality that they have made into their agenda, can – and must - be charged.”

Now about your letter.

In the middle of the letter you say: “Nous n’avons pas besoin de vos leçons, car Babels ne vous a pas attendu pour se remettre en question, pour prendre conscience de ses lacunes [...].” If we do not consider the untenable self-immunization, that only accepts criticism that has been ordered and shows a strange idea of democracy and transparency, you and Babels really depend on a tutor, as the really huge "lacunes" of Babels’ practice and your letter demonstrate involuntarily. I do not wish to take up this thankless role, here or in the future, since, in my opinion and as found by other experts, Babels hardly appears to be capable of developing and thus also not of learning, and therefore any pedagogical efforts would be futile.

In my mother tongue we say: Jugend kennt keine Tugend, Youth knows no virtue. However, I will not repay your lack of courtesy with silence or rudeness, but instead with arguments. Do not complain about it later. By arguing with you, I am after all taking you seriously.

Let us first analyze the statements in their order of appearance.

“Vous me permettrez de douter un tant soit peu de votre soucis de qualité de l’interprétation au Forum Social ou ailleurs.” Since you do not know me, and do not belong to my profession, at least not yet, you cannot dispute my concern about quality. You lack both the professional and moral authority for this.

You ask: “Pourquoi ne vous insurgez-vous pas contre le bénévolat qui assure l’interprétation dans les commissariats, les tribunaux, les hôpitaux, etc. dans les pays où la profession de l’interprète social n’est pas reconnue?” The answer is very simple: because this was not the subject of my contribution to the discussion. The subject was Babels’ fiasco in Porto Alegre, and also the constitutional susceptibility of Babels to fiascos. The subject was the misuse of voluntary activities, consequently damaging the reputation of our profession, the selling out of established standards of quality and disregard for the participants’ interest in communicating at the 5th World Social Forum.

You do not know how often in almost twenty-six years I have worked voluntarily. I would say the same for the colleagues I have mentioned. Already for this reason you cannot accuse me of placing the quality of my colleagues whom I mentioned as an example above the fate of destitute immigrants and asylum-seekers. You simply have not understood this passage. I only mentioned my colleagues to show what ”unalienated interpreting – interpreting with a human face” means. Although Babels prides itself so much on its human quality, amateurs (except from a few born interpreters who may exist) produce exactly the contrary, to wit, an incoherent discourse. An activity that by its very nature is demanding, such as interpreting, requires professional qualification. In very rare cases it is innate, mostly however, it still requires years of education and practice. If we subtract the really qualified professional interpreters who work at Babels and represent the best traditions of our profession (I do not know what their percentage is, in the interest of transparency, Babels should indicate this), and also the few born interpreters, Babels is not qualified to carry out the task it has assigned itself. The good will of the “bénévoles” is not sufficient. Your colleague Maria, on 2 June wrote: “we are all just members doing our best”. Possibly, but your best is not good enough. To the contrary of what you suppose, I do not live in a “tour de marbre”, but am very sorry for the fate of the “minorités grandissantes”, who fall into the hands of immature amateurs, who in turn are coordinated by incapable ‘horizontal’ networks, in other words, by uncoordinated networks. In this way the “minorités grandissantes” fall from the frying pan into the fire.

“Espérons que partout où l’injustice fait rage, il y ait des iniciatives de bénévoles”: Here, for once I can agree with you. However, I cannot agree with your monopolizing the “responsabilité sociale”. This is clear proof to the Manichean world view of Babels. In your youthful inexperience, how would you know that professional interpreters, even when, or precisely when they belong to associations, are on principle against volunteer work? The history of our profession shows that this is not true. Of course there are people among us who only think of their career. However, this is true for all professions, and is no reason to equate conference interpreters with money-grubbing Foreign Legionnaires. You will hardly be able to deny that demanding work is paid accordingly. The talk of “tarifs irresponsables qui remplissent le portefeuille d’une minorité et font le malheur d’une majorité “, in this sense is an irresponsible phony argument that is not useful for the discussion. You are implying an original relationship between the high fees of professional interpreters and the poverty of the majority. But you do not offer the reader any proof of this. You are hardly in a position to do so. Let us look at your case. You were a member of a three-person organization team of the London Forum, and got the four-month job that paid 8000 pounds through a commercial advertisement. For an inexperienced student or budding interpreter, that is certainly quite a high sum. If we consider that you did not have any experience as chief interpreter or as consultant interpreter, this money would have been better employed by the directors of the Forum, and by the horizontal, in other words headless network Babels, by employing an experienced, possibly retired consultant interpreter. You did not find anything wrong with taking this payment. What now gives you the moral right to speak of “tarifs irresponsables” of professional interpreters?. Or are you working with two measures, according to the phrase: Quod licet Babelo, non licet populo, in a free quotation of Quod licet Iovi, non licet bovi?

"Ce que vous ne semblez pas comprendre c’est que les communautés de traducteurs, interprètes, linguistes, journalistes, qui participent à Babels, Traduttori per la pace ou autres, créent des alternatives dans un espace où votre bible du marché n’a pas sa place.” Allow me to quote myself once again. “The criticism of commodities and commodity-shaped thinking at which the Forum, understandably, is continually aiming not only requires panel and plenary speakers who attempt to 'emerge from their self-[or externally-] imposed immaturity'(Kant), but also linguistically and intellectually mature interpreters.” From where did you get your “bible du marché “? Clearly you are not referring to me but to some fiction.

I already discussed Babels’ need for instruction above, and it becomes increasingly clear as I continue to read your letter. So let us now look at your advice:

“Mettez en pratique vos proverbes Monsieur Nauman “Cordonnier, mêle-toi de ta pantoufle!: qu’AIIC s’occupe de son business et que Babels s’occupe de ceux qui ont besoin d’elle dans le cadre du Forum.” Once again, you did not read carefully. I received the cue for the proverbs from a member of Babels, who is not a babelito, but an experienced conference interpreter, Jorge Melo Alarcón (Concepción/Chile). He ends his report on his experience with the following nice Spanish refrán: Pastelero a tus pasteles. I simply added other Western European and the Brazilian equivalent, of course for the purpose of agreeing, because Babels, as I have learned to know it and as other specialists report, and conference interpreting have nothing to do with each other. The Manichean world view that you share with Babels, is expressed again in the following correlations: ‘AIIC- business’ and ‘Babels – ceux qui ont besoin d’elle dans le cadre du Forum’. Since your letter, three reports have already been published by AIIC members who turned away from Babels in disappointment (Mercedes Conde and Pablo Narbona) or did not join Babels from the word go (Charo Baquero). They confirm my perception of Babels. I should mention that I am not a member of AIIC, and for this reason mentioning AIIC in this sentence and in the next one is not permissible. As a “researcher” that you claim to be (http://www. Euromovements.info/newsletter/babel.htm), you could have looked it up in the AIIC Online Directory – and you would not have found me. I do not know the colleagues who have participated so far in this discussion, and they do not know me. Despite this, we have reached the same results. That should really set you to thinking.

”On a pas besoin, ni envie que vous veniez nous organiser, merci bien!” You have a pressing need for someone to organize you, even if you deny it. But have no worry, I will not take on this Herculean task.

“Cependant, permettez-moi encore une fois de douter de votre capacité à être neutre dans la cabine ou ailleurs, c’est d’une naïveté croustillante, surtout quand on voit comment vous traduisez Babels en insultes (ce qu’AIIC n’a pas pensé bon de censurer d’ailleurs).” Like Maria (2 June), Alberto Prieto (in viewtopic.php?t=425 on 3 June), Conxi Mollà (3 June), and other babelitos, you are always talking about “insultes”. I would like to inform you that I wrote about my own observations, and referred to the observations of other colleagues who are capable of judging.

“Insultes”, “essai calomnique”, "slanderous article” (Liz in viewtopic.php?t=425 on 3 June), “ the article is offensive in itself”(Liz, 3 June), “diffamatory article”(Maria, 2 June) are labels that I must reject. If amateurs were to say this, I could still understand. But when Maria and Alberto, who call themselves professional interpreters, and you and Conxi Mollà, as just budding interpreters or students argue this, I doubt your capacity to judge interpreters technically.

On the other hand I can also understand your reaction. The great Austrian writer, Karl Kraus (1874-1936) created the following aphorism: What does not hurt is also not true (Was nicht trifft, trifft auch nicht zu). What he means is the relationship between truth and being hurt. Truth is often felt to be disagreeable and hurtful, like this time by you and your colleagues. That is, however, no reason to accuse those who tell the truth of injurious and offensive intentions. Those who behave in this way remind one of the kings who had messengers killed when they brought bad news.

“Cette culture que vous étalez comme de la confiture avec vos citations savantes, ainsi que votre définition de l’interprète, ça sent le billet de dollar à plein nez, l’élitisme, l’arrogance et le mépris. Mettez à jour vos lectures avec Bourdieu, Derrida, Foucault, ça devrait éclairer votre lanterne.” This philistine aversion against the European tradition does not suit you. What do you have against the ancient definition of man as a “zoon logon echon”, which precisely Babels should always keep in mind? What do you have against Kant, Hamann, Marx, Gramsci? You recommend that I read Bourdieu, Derrida and Foucault. They are not unknown to me, I would be the last to reject their significance. But they would not exist without the authors that I mentioned and the traditions they represent. After all, what do you have against the definition of interpreter, which in fact does not make any claim to originality? Allow me to quote myself, once again: “However unwelcome this may be to the ideologues of militancy, they must understand that the political views of good conference interpreters are irrelevant to an assessment of the standard of their work. Good interpreters are attentive listeners, spectators of world history, and able to put their speakers, as well as themselves, into perspective. Without this ability to distance themselves and treat matters objectively they could not interpret properly, i.e., they could not place themselves at the disposal of a succession of speakers with varying world views and always retain their credibility.” The founding fathers of our profession, Jean Herbert, André Kaminker, Hans Jacob, Constantin Andronikof and others would certainly agree with this definition. Can you really not think of anything better to say than “ça sent le billet de dollar à plein nez, l’élitisme, l’arrogance et le mépris”? Think it over again. And give me your definition of interpreter. I assume that you want to make interpreters into Party comrades. People follow one orientation or another, they have this or that preference, love this and hate that, why should it be any different in our divided and antagonistic society? When you interpret, though, you must take distance. That is the only way to gain credibility.

“Merci bien pour vos conseils de formation dans les Grandes Écoles d’Interprétation quand nous savons tous qu’elles ne fabriquent que des machines à interpréter pour le marché alors que d’autres écoles forment, dans l’ombre, des interprètes pour la société, des interprètes-citoyens conscients de leur responsabilité sociale.” Chère mademoiselle, you are falling back into Manichaeism, you are again usurping virtue. Was you are saying about the Conference Interpreter Schools is completely wrong. Many graduates from the main institutes may only think about the market, many syllabi may be oriented mainly to the needs of industry, trade and official policies. It would be idle to deny this. Despite this, the Institutes above all impart techniques, and where people with a lot of experience teach, an attitude. Whoever knows the technique and takes the attitude that is appropriate to interpreting, basically can perform any job in this field, as long as he learns the specific demands of each. Who does not do so, already fails as far as technique is concerned. There is neither progressive interpreting nor reactionary interpreting. There is only good or bad interpreting.

In the memoirs of Hans Jacob, whom I already cited twice in my article, there is interesting information about one of the first interpreters at UNO, George Sherry, who was discovered by Chief Interpreter Colonel Léon Dostert at the first Post-War Conference of the Union Internationale des Télécommunications, in Atlantic City. Hear Jacob: “One of the young beginners in Atlantic City was George Sherry, who is now certainly the best Russian-language interpreters of the United Nations. He gained recognition through his translation of the speeches of the sarcastic, venomous Vishinsky, who knew how to value his interpreter although he knew that Sherry was a militant Anticommunist journalist. The Soviets at all big conferences and in all international organizations, of which they are members, are quite indifferent as to whether translators and interpreters are emigrants or not. What they care about is the quality of their work, the trustworthiness of the translation.” (Kind meiner Zeit, Cologne, 1962, p. 282).

You sign your letter ”Julie Boéri. Auteur de l’article que vous critiquez dans votre essai calomnique et que vous avez été incapable de comprendre du haut de votre arrogance et corporatisme.” Read the paragraph in my article once again, more carefully, and you will see that my remarks are only about that citation. The criticism of arrogance is unjustified (unless you put arrogance in the same boat as defending the classical standards of quality and fighting amateurism), that of “corporativism” is quite ridiculous, since until now I have never belonged to an association, but I would never deny the importance of associations.

Since you are explicitly moralizing, I would like to include here explicitly a political remark. Politics was not my primary topic, but Babels and, lately, the immanent amateurism of the leaders of the World Social Forum and Regional Forums have a clearly political dimension that at its center and in its consequences is undemocratic, and thus conservative, and in some places even reactionary. Anyone who wants to change the world must become competent to do so. This also goes for interpreters and for the organization of teams of interpreters.

Now I have commented on your letter in detail and, as I see, looking back, have taught you a short lesson on careful reading. I will summarize the commentary in three pieces of advice, although you did not ask me for any, which you and several other Babels members who have spoken so far, urgently need in spite of this, and you will get them free of charge – which certainly comes unexpectedly for you – here in the AIIC discussion forum.

(1) You should read my article more thoroughly before you answer me. Being able to read thoroughly, and listen well, in fact – forgive me for being trite, something you will certainly already have heard at your university in Granada, - is an essential preliminary condition for successful interpreting. He who cannot or does not want to hear, also cannot interpret. You cannot or do not want to hear, at least you did not understand my article. Reading your letter gives one the impression that you are not referring to it at all, but to another completely different text. You mount the barricades – and do not shoot at the bourgeoisie, at Imperialism, the original creators of misery in this world, but at a paper tiger. With this you place yourself at the scene but do not hit the target, me. Also it is not necessary to have great courage to shoot at a paper tiger.

Before you hurry to count me among your enemies, you should consider that I have great sympathy for the motivations that underlie the World Social Forum. I made this quite clear in many places in my contribution to discussion. Already for this reason, judgments such as “Du haut de votre tour de marbre”, “votre bible du marché”, “ça sent le billet de dollar à plein nez” are inappropriate. Read my contribution to the discussion once again. If you really are an interpreter, or want to become one, and if besides this you do not want to be exposed to the suspicion of functional illiteracy, which appears to be the general characteristic of many amateurs at Babels, you will take back these opinions.

(2) The first piece of advice logically results in the second, which one cannot say enough to future interpreters: Before opening your mouth, switch on your brain. Hopefully your teachers will already have told you this but you did not take this into account in your letter. If you had read my contribution carefully, you would not call it an “essai calomnique”. Where you fantasize that there is slander, you find observations. I can prove what I wrote. I observed Babels in Porto Alegre, and above all I listened to it, studied it in the canonical writings sedimented in the excited, often aimless chatting in http://www.Babels.org. My statements are statements of fact. These are not only my statements, in fact, but also those of other colleagues. In my contribution I cited only Maricruz González Cárdenas (Quito) and Jorge Melo Alarcón (Concepción/Chile. I could have cited others too. In the discussion Mercedes Conde (Paris), Charo Baquero (Seville) and Pablo Narbona (Brussels) eloquently confirmed these statements.

(3) A fruitful discussion can only take place if one gets involved in the issue, not about people who represent this or the other issue. What issue brings us together with all our differences? The conviction that our world must be changed, if we do not want to destroy it completely, and thus be destroyed. If Babels prescribes this issue for itself, it should not concentrate on Peter Naumann. You too should not. So argue ad rem, not ad hominem. That is the only way that you will manage to make a contribution to overcome the discussion style that characterizes Babels: It is not free speech and reply, but rather a conventicle of the self-righteous, in which consensus is presupposed from the word go - and precisely for this reason no reasonable discussion or learning are possible.


P.S. (09.07.05)

I wrote the answer above weeks ago, here I am answering your communication of 3 July, in which belatedly you DID NOT answer my question which I formulated in very simple terms out of consideration for Babels. I do not yet know whether you did not answer it because you are incapable of doing so or on purpose.

You continue to insist on the comfortable argument of insults (“artículo que insulta a los miembros de Babels”). I assume, therefore, that you are not a professional interpreter, since a colleague would never be able to misunderstand my arguments so badly.

If you blame the failure of Babels on the lack of organization of the World Social Forum, you should not have worked with the WSF. I have the impression, however, that this argument too is not accurate and would not withstand a closer examination.

With your selective choice of citations, you distorted Charo Baquero’s contribution to the discussion. You have not noticed that this colleague, who is close to WSF, did not enter Babels for reasons that are not easy to refute. Charo Baquero also refers to many reports from disappointed colleagues, who had already worked for Babels. Do not base yourself so much on the professional interpreters who join Babels. Those who understand their business will not want to be directed by amateurs.

Precisely because of its complexity, interpreting at a social forum can only be organized by experienced conference interpreters. You yourself, in London, proved that amateurs or beginners at interpreting cannot coordinate a complex event. The WSF would have required an experienced consultant interpreter, not beginners, and much less amateurs. Your criticism of Walter Keiser, Phil Smith and myself in the third paragraph is not specific. The statement: “La acción política está en otros aspectos” is not further justified. However, the statement that Babels cannot be discussed in the AIIC Forum is not acceptable. There can be discussions wherever honestly arguing people with specialized knowledge meet. To judge from the results seen so far, certainly better in the AIIC Forum than in the Babels Forum.

Instead of answering my question in the next to last paragraph, you avoid it and accuse me again of being arrogant. In this I see a further indication of your lack of knowledge of the nature of interpreting. Even if you are a budding interpreter you have a lot to learn. For the rest: of course I read between the lines, my detailed answer to your letters should certainly prove that sufficiently.

The recommendation “tendrá que aprender otros modales”, according to the considerations above, flows from a projection mechanism which you share with many members of Babels. You demand of me the manners you lack. Consider my answer as the expression of a courtesy that I believe I owe you. And do not remove yourself too fast from the discussion (“pongo fin a mi contribución a este debate”). That would be childish, although it would correspond to the age of Babels, and would also not be in the objective interest of the “minorités grandissantes“ whose advocate you claim to be.


With due thanks to my colleague Hedy Lorraine Hofmann for the English translation
Peter Naumann
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Postby Titi_poa » Sun Aug 14, 2005 2:04 am

Bom... por onde começar?
Será que se deve começar a escrever aqui criticando a severa (e em alguns pontos exacerbada) realidade apresentada por Peter Naumann? Ou criticando ao paternalismo, bipolarização, e falta de consciência crítica exibida por alguns dos babelitos?
O melhor é não utilizar nenhuma destas duas estratégias.
As críticas de Naumann não são infundadas. Não nasceram do nada, ou surgiram em sua mente por puro ódio da rede Babels. Não o conheço, mas creio que ele está dispondo de seu tempo para esta rede, muito mais do que 90% dos Babelitos pertencentes a ela.
Claro, as críticas machucam. Ainda mais quando vêem sem nenhuma polidez ou compaixão.
O artigo de Naumann veio como um tapa no rosto de cada um de nós. Sim, quase uma ofensa. Mas creio que uso que faremos destas críticas é que é o mais importante.
Eu concordo com a maior parte delas. Nosso trabalho em POA, apesar de esforçado, combativo, militante, sobre-humano, e de certa forma prazeroso (é bom sentir-se envolvido em um projeto como Babels), foi desqualificado, confuso e prejudicial.
Escrevi em outro tópico aqui no fórum um comentário que não se referia extamente a este tema, mas que também pode ser aplicado a ele.
Dizia assim:
“Meu ramo é Comunicação Social, e aprendi que uma comunicação mal feita ou direcionada é muita mais prejudicial que nenhuma comunicação. Um jornal que nos apresenta meias verdades, ou com textos e pautas extremamente direcionados causa mais danos a uma comunidade do que não ter nenhum jornal.
É hora de reavaliar nossas prioridades, em respeito aos próprios voluntários, mas principalmente em respeito às pessoas que confiam em nosso trabalho (que não são muitas devido as ultimas experiências de Babels).”
“A carta de princípios de Babels deve ser um norte, um barco que nos conduza a um mundo diferente, e não uma prisão, que nos reprima e não nos permita evoluir a ponto de cumprirmos aquele que é nosso real objetivo: Proporcionar liberdade de expressão as pessoas!”
”Babels esta passando por um processo extremamente maléfico, de bipolarização.
Não existe lado bom, ou ruim, apenas lados diferentes. Concepções diferentes geradas por experiências de vida e culturas diferenciadas. Bruxa Malvada e Branca de Neve só existem na Disney, o que temos aqui é um processo de evolução política complexo e demorado, porém pelo qual teremos que passar cedo ou tarde.”

O tapa que Naumann nos deu, devemos utilizar para evoluir, seguir em frente. Senhor Naumann, pelo que li o senhor reside aqui em Porto Alegre, seria um prazer (se o Sr. dispuser de tempo) sentar-me a tomar um café e ouvir suas sugestões. Também gostaria de convidá-lo a fazer parte desta rede, desde que seja com uma postura positiva (positivo não significa a cegueira crítica de alguns, mas também não podemos perder o idealismo característico dos grandes feitos da humanidade). É necessário reconhecer que a experiência é extremamente necessária em qualquer ramo profissional. Assim como a vontade, o preparo, a coragem, e principalmente a curiosidade (característica comum a todos os gênios). Porém também é fundamental a jovialidade, a alegria e o idealismo em fazer algo no que se acredita, a adrenalina, a paixão pelo desafio.
Se seu histórico profissional, se sua história de vida, são modelos a ser seguidos, vale lembrar que fazer o que os outros já fizeram só nos leva ao ponto em que os outros já chegaram.
Sou jovem sim. Mas não admito que a juventude seja utilizada como pretexto ou desculpa para disparates realizados.
Tampouco concordo com a defesa de voluntários a partir do argumento da ignorância. A ignorância de uma lei prévia não exime a culpa, diz nosso Código Penal. Pois que assim seja. A auto-avaliação em relação a capacidades lingüísticas não foi só desonesta, como também irresponsável, por grande parte dos voluntários. Claro que tanto ou mais (ir)responsáveis do que estes voluntários, são os profissionais que viram tudo isto ocorrendo e nada fizeram para tentar modificar ou ajudar. Não conheço seu papel na sociedade Senhor Naumann, mas não me recordo do senhor no processo de organização do FSM 05. Convido-lhe a participar da organização do Projeto de Caracas 06. Creio que com atitudes e sugestões poderá ajudar a criar um projeto. Asseguro-lhe que não é fácil, é muito mais difícil construir do que destruir, é muito mais difícil sugerir do que criticar, e é muito mais difícil participar que eximir-se. Aqueles que me conhecem, e/ou trabalharam comigo em POA, sabem que não me escondo atrás de palavras doces, mas tampouco o faço atrás de críticas rudes. Prefiro trabalhar, construir, sugerir. E convido a todos vocês que, ao invés de gastarmos nossos argumentos em críticas nem sempre construtivas e às vezes ofensas, participem desta construção. Babels precisa mudar, e isto não será fácil, nem rápido, nem belo. Crescer dói.

Beijos a todos
Tiago
POA
PS.: meu convite ao senhor Naumann foi sincero. Deixo meu telefone.
96534981
Titi_poa
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mal de la cabeza

Postby Alberto » Mon Aug 15, 2005 3:00 pm

Ya está claro. Este hombre está mal de la cabeza.
Quien pierde tanto rato investigando a una sola persona, redactando algo tan largo en contra de ella no puede estar bien de la azotea.
Espero que no vaya a más. Nos podía haber pasado a cualquiera de nosotros individualmente.
En fin, Julie, sabemos lo MUCHISIMO que has trabajado para Babels.
Cualquiera que haya compartido una cabina contigo sabe lo fabulosamente bien que interpretas. También sabemos que trabajaste para Babels en respuesta a un anuncio de trabajo que se hizo público y que cualquiera de nosotros podía haber aceptado. Siento muchísimo que haya alguna gente que te tiene envidia dentro de Babels, tanta envidia como para decirle a Naumann mentiras de ése calibre.
No puedo decir nada más, excepto que lo siento muchísimo, Julie, si entre todos hemos calentado a este loco y la está pagando contigo. Eres una profesional como la copa de un pino, y ese psicópata no se merece ni que le contestes.
Alberto
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???

Postby Titi_poa » Mon Aug 15, 2005 3:35 pm

Perdoname Alberto, no compreendí si te referias a mi cuando dices que "Siento muchísimo que haya alguna gente que te tiene envidia dentro de Babels, tanta envidia como para decirle a Naumann mentiras de ése calibre. "... espero que no, por que no es essa my postura o posición, si me hice comprender de esta forma fue un eror. Yo lo que dije es que no creo que ni la crítica de alguién que no participa, y ni aquellos que participan sin niguna analisis critica están correctos. Por esso dije que tenemos que aprender con las críticas, y por eso invite al Sr. Naumann a participar de este maravilloso proyecto y ayudar a construir y no destruir...
Besos a todos
Tiago
POA
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tranqui

Postby Alberto » Mon Aug 15, 2005 4:10 pm

No te preocupes, Tiago, no iba por ti.
Alberto
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This man has obviously gone nuts

Postby Alberto » Tue Aug 16, 2005 12:05 pm

So now we have resorted to investigating people's lives individually, have we?

We have resorted to finding out, one by one, about Babel's brightest youthfull members and denouncing them in public, before the whole interpreting community?

Do we have lists of members yet, Peter? Pictures of them? Do we have their marks from preschool too? Shall we ask every interpreter who reads these lines whether or not they have a degree in interpreting yet, then? Shall we?

How charming, Peter, how delightful of you, such an old-fashioned gentleman too, giving a telling-to to a young lady who doesn't know her place!

Dear Peter, you are making things worse. If you remember, as I do, the time when you were twenty-something, you will certainly know why. You have just given the wrong message to us babelitos, Peter. You have just told us that if we disagree with you, you will hunt us down, investigate our pasts and expose us one by one on the AIIC webpage.

Wow. How's that for the mafia?

You forget, my dear Peter, that in Babels we all share the same importance. Why didn't you take it on me, for example?

You demand of one of our members to give you personal details of herself, and when she doesn't reply, probably just in case you were some dangerous pervert, you investigate her, believe the gossip someone feeds you with and then publish it on the Internet?

After seeing this, no doubt no-one will ever want to tell you anything about themselves!!

Just for the record, you got it all wrong about her. Not that it matters, anyway, as you will believe whoever gives you a juicier story. The young lady in question did finish her degree in interpreting a while ago, she is now doing a PhD in interpreting studies and is one of the best professional interpreters I have ever had the pleasure of encountering in a booth.

How sick of you to meddle with a young person's professional future like that, Peter. You disgust me.

And the tone! I have to be sincere and say I find you quite pedantic (I quote: " Now I have commented on your letter in detail and, as I see, looking back, have taught you a short lesson on careful reading".) I am wondering, too, whether the translation doesn't do you justice, whether the tone is not well conveyed... Blame the translator?

We have all agreed with you, Peter, in that there is a lack of quality in Babels and we are looking into it and we are doing something about it. You have made your point, mate! Congratulations! You have succeeded. You don't have to hunt us one by one to make us agree with you.

The point is made, why insist on using the stinging sarcasm? You are making us not answer. You don't deserve five minutes of my time. In fact, I will only be giving you two more.

When you say stuff like "Before opening your mouth, switch on your brain" it makes me flinch. For crying out loud, Peter!! Don't you have a life to go back to? You sound like my thirteen-year-old son!

Is this the impression you want to give the interpreting community? Do you want young interpreters to think their seniors are here to bully them?

You are not funny. Save your energies and use your intellect to do something more positive and rewarding than trying to hurt young people's reputation, just for believing passionately that they, that WE can make a difference in this wretched world.
Alberto
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