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Porto Alegre, Brasil, January 26-31, 2005
wsf2005

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Postby wsf2005 » Fri Oct 01, 2004 5:13 am

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wsf2005

Postby wsf2005 » Fri Oct 01, 2004 5:15 am

INFO 1

V FÓRUM SOCIAL MUNDIAL
Porto Alegre, 26 a 31 de janeiro de 2005
Escritório POA, ago 2004


“Territorialidade”

- Território: espaço de experimentação de práticas e vivências distintas, que possuem caráter demonstrativo e de exemplaridade do outro mundo possível:

- Espaço no qual se materializa uma multiplicidade de relações, práticas e vivências (humanas, éticas, econômicas, sociais, políticas e da geografia humana) pré-figuradoras do mundo pós-neoliberal e pós-capitalista proclamado pelo Fórum;

“Território Social Mundial”

- emprego de software livre;
- gestão democrática do espaço e do seu dinamismo;
- auto-gestão e estímulo às atitudes de responsabilidade social, ambiental e de respeito à coisa e ao espaço público;
- economia popular e solidária, comércio justo e consumo ético;
- aproveitamento de técnicas construtivas de bioconstrução;
- uso de moeda social;
- sustentabilidade e preservação ambiental;
- cultura como dimensão estratégica de expressão da diversidade e da construção de consciências
- O território que albergará o Fórum compreende o entorno da Orla do Guaíba desde o pórtico do Porto de Porto Alegre até o Parque Marinha do Brasil, ocupando ainda o Parque da Redenção e o campus central da UFRGS.
- Para a ocupação geo-espacial do território e a distribuição das atividades, serão constituídas entre 10 e 12 Estações

Temáticas. “Território Social Mundial”

- As Estações Temáticas, mais que instalações físicas, são espaços de aglutinação de agendas, lutas, sujeitos políticos e de encontros convergentes.

- As Estações contarão com instalações físicas (salas, auditórios, tendas, construções, etc) para sediar os eventos e atividades à luz das perspectivas políticas e organizativas do Fórum;

- Nas Estações também será viabilizada a infraestrutura necessária em termos de alimentação, sanitários e serviços diversos como: informações, orientações, telefonia, internet, segurança, agências bancárias, inscrições para brasileiros, etc

- O Território valorizará a constituição de múltiplos espaços que facilitem a convivência, interação e convergência:
* áreas culturais descentralizadas nas Estações;
* serviços diversos (abastecimento) descentralizado nas estações e Feiras diversas;
* praças e centros públicos de atividades de massa que permitem a combinação da horizontalidade ampla com momentos de encontro: Anfiteatro Pôr-do-Sol; Auditório Araújo Vianna; Largo Zumbi dos Palmares; Ginásio Gigantinho; Parque da Redenção.

Necessidades construtivas e de investimentos:

- Construção de novos espaços (tendas, bioconstrução) para atender às necessidades de instalação;
-- Viabilização de infra-estrutura básica (elétrica, lógica, telefônica, hidro-sanitária) em muitas regiões do território;
- Obras e serviços de adequação, reforma e recuperação da capacidade instalada;
- Obras e serviços para o aparelhamento de todos os espaços físicos do território.
- Sustentabilidade sócio-ambiental e integração com a paisagem natural da cidade
- “Desmontagem” das estruturas do território preservando as condições ambientais e naturais
- Aproveitamento da arquitetura típica das comunidades tradicionais do RS, do país e do mundo
- Prioridade dos empreendimentos solidários no provisionamento e abastecimento do FSM
- Retribuir a POA na forma de investimentos permanentes
- Diálogo com representações sociais (OP) no processo de construção do Fórum
- Transporte alternativo e não-poluente

fsm2005

Postby fsm2005 » Sat Oct 09, 2004 11:57 am

INFO 2

Nomad funciona!

Nomad é o projeto associado ao equipamento técnico das salas de conferência de Porto Alegre. Em paralelo e coordenado com o projeto Babels, os voluntários do projeto Nomad reuniram-se no fim do mês de agosto em POA.
Informe: viewtopic.php?p=849#849

O projeto “tradução do FSM” é um projeto global que une idéias e práticas: reapropriação e domínio das técnicas de tradução com o fim de garantir a diversidade lingüística, o uso das competências num espírito de colaboração e trocas apoiado no trabalho voluntário.

Para ver Nomad em ação
http://www.babels.org/poa2005/nomad/
Para participar de Nomad
http://www.apo33.org/babels/www.apo33.org/babels/ http://www.apo33.org/babels/ (maiores detalhes)
Fórum – http://www.apo33.org/open-nomad/
Para inscrever-se na lista de discussão: nomad-poa2005-subscribe@apo33.org

Sem em detalhes técnicos, Nomad significa 5 tecnologias que serãodesenvolvidas e implementadas por voluntários, cujas ferramentas de trabalho serão construídas por cooperativas (empresas gaúchas do setor da economia social e solidária).

Essas 5 tecnologias dividem-se em duas grandes categorias:
- sistema de som das salas e difusão da voz dos palestrantes, dos intérpretes e da platéia (som analógico e digital)
- sistema de recepção pelo público (todos os presentes na sala): por fio, alça magnética e ondas de rádio FM)

Um laboratório Nomad já foi instalado em POA e permitirá testar cada uma das tecnologias e formar os voluntários (técnicos e intérpretes).
Contato: contraindicacao_fm@yahoo.com.br
Outra laboratório Nomad está em operação em Nantes (França)
Contato: info@apo33.org
E também em Mumbai (Índia):
Contato: hemant@gandhiana.org


Está previsto um dia durante o qual todos vocês poderão treinar e interagir em cada uma das salas onde trabalharão, provavelmente na tarde do dia 25 e na manhã do dia 26.

Até breve em POA

fsm2005

INFO 3

Postby fsm2005 » Sun Oct 17, 2004 4:32 pm

INFO 3

As duas comissões do CI definiram os onze Espaços (como foram batizadas as seções temáticas do V FSM) e os três eixos transversais. Os Espaços foram definidos a partir da análise da Consulta Temática – da qual participaram voluntariamente 1.863 entidades. Nessa Consulta, as organizações informaram que temas pretendem discutir em Porto Alegre 2005. A partir dessa estimativa, foram definidos os Espaços.

Nomes dos Espaços
1- Afirmando e defendendo os bens comuns da Terra e dos povos – Como alternativa à mercantilização e ao controle das transnacionais
2- Economias soberanas pelos e para os povos – Contra o capitalismo neoliberal
3- Paz e desmilitarização – Luta contra a guerra, o livre comércio e a dívida
4- Pensamento autônomo, reapropiação e socialização do conhecimento (dos saberes) e das tecnologias
5- Defendendo as diversidades, pluralidade e identidades
6- Lutas sociais e alternativas democráticas – Contra a dominação neoliberal
7- Ética, cosmovisões e espiritualidades – Resistências e desafios para um novo mundo
8- Comunicação: práticas contra-hegemônicas, direitos e alternativas
9- Arte e criação: construindo as culturas de resistência dos povos
10- Direitos humanos e dignidade para um mundo justo e igualitário
11- Rumo à construção de uma ordem democrática internacional e integração dos povos

Eixos Transversais:
• Emancipação social e dimensão política das lutas
• Luta contra o capitalismo patriarcal
• Luta contra o racismo

Eixos transversais para os 11 espaços do V FSM

A estrutura do V Fórum Social Mundial apresenta numerosas mudanças que respondem aos debates mantidos no seio do Conselho Internacional em torno das experiências e ensinamentos que surgem das edições anteriores dos fóruns, em particular a realização do IV Fórum Social Mundial, que se realizou em Mumbai, Índia, em janeiro de 2004. Estas mudanças se refletirão na nova dinâmica de “territorialização” do Fórum em Porto Alegre, através da constituição de espaços temáticos que desenvolverão suas atividades em diferentes áreas situadas ao longo da margem do rio Guaíba.

A articulação do fórum em torno dos 11 espaços temáticos aponta para dois objetivos fundamentais, discutidos e acordados nas reuniões do Conselho Internacional ocorridas logo após o Fórum de Mumbai e nos encontros da Comissões de Metodologia e Conteúdo e Temática do mesmo.

Em primeiro lugar, pretende-se que os espaços de debate se definam e articulem fundamentalmente em torno dos processos de luta com o objetivo de dar maior visibilidade às resistências frente à globalização neoliberal protagonizadas pelos movimentos e organizações sociais que participam do Fórum Social Mundial. Assim, a definição dos 11 espaços temáticos foi resultado de um debate em torno dos processos de luta e campanhas de resistência mais significativos, bem como das análises da consulta realizada via Internet. Por outro lado, a estrutura e dinâmica do fórum busca promover e consolidar os processos e espaços de convergência das lutas e campanhas, que apontam para um aprofundamento dos mecanismos de articulação e participação democrática que permitam avançar na elaboração de alternativas para outro mundo possível e necessário.

A existência de 11 espaços temáticos deve ser o espaço privilegiado para a expressão da pluralidade e diversidade, o que constitui uma das principais características, bem como a fortaleza do movimento de resistência à globalização neoliberal. Contudo, é preciso evitar uma fragmentação temática dos debates que dificulte ou impeça os objetivos de convergência e síntese mencionados anteriormente. É por isso que foram propostos três eixos transversais e articuladores e se pretende que os mesmos funcionem como “horizontes” e preocupações comuns dos debates de cada um dos 11 espaços temáticos. Os três eixos selecionados são os seguintes:

I) EMANCIPAÇÃO SOCIAL e DIMENSÃO POLÍTICA DAS LUTAS
A irrupção do movimento contra a globalização neoliberal na cena internacional, desde meados da década de 90, é sem dúvida o fenômeno político mais significativo do início do novo século. A ação do movimento internacional se revelou decisiva nos últimos anos no questionamento e deslegitimação da pretendida “naturalização” do capitalismo como horizonte histórico instransponível da humanidade. As multitudinárias jornadas internacionais de luta contra a guerra destacaram em escala mundial a amplitude do rechaço à lógica do “neoliberalismo armado” e da “guerra infinita” como tentativa de relegitimação da globalização neoliberal. As constantes e diversas lutas que este movimento vem desenvolvendo são ao mesmo tempo o espaço de gestação, difusão e contaminação de novas alternativas societárias e civilizatórias para as formas de opressão, dominação e discriminação social inerentes ao capitalismo contemporâneo. O questionamento e o debate em torno das dinâmicas emancipatórias estão associados a um debate necessário sobre o conteúdo e o horizonte político das lutas dos movimentos sociais. As ações empreendidas pela maioria dos que participam da dinâmica do Fórum Social Mundial em todos os níveis confrontam-se constantemente com obstáculos políticos. Durante os últimos anos, em numerosas ocasiões, tanto no Sul quanto no Norte do planeta, uma maioria de cidadãos rechaçou de forma clara as políticas neoliberais tanto nas ruas quanto nas urnas. Entretanto, muitos dos governos eleitos como resultado deste repúdio em relação ao neoliberalismo continuaram com a implementação de políticas neoliberais, contradizendo suas promessas eleitorais, agravando, em alguns casos, a política de militarização e criminalização social de protesto. Frente a esta realidade é preciso que nós, os participantes do V Fórum Social Mundial, reflitamos sobre as vias e estratégias que tendem a reverter esta “confisco” do repúdio em relação às políticas neoliberais.

II) LUTA CONTRA O CAPITALISMO e O PATRIARCALISMO
A militarização das relações internacionais que se seguiu à declaração de “guerra infinita contra o terrorismo” do presidente Bush, logo após 11 de setembro de 2001, constitui um claro exemplo de agravamento das formas de dominação no capitalismo contemporâneo. A invasão imperialista no Iraque e a matança de populações civis é hoje o exemplo mais estraçalhador desta tendência à militarização das relações sociais. O agravamento das formas contemporâneas de exploração se manifesta, entre outras coisas, na superexploração dos recursos naturais do planeta, do trabalho assalariado (flexibilização laboral, trabalho escravo infantil e feminino), na concentração da riqueza em escala planetária e na difusão da desocupação e a miséria de milhões de seres humanos. Neste contexto as mulheres, em particular, são vítimas de um mecanismo de exploração duplo: o capitalismo e o patriarcalismo, que se reforçam mutuamente e se retroalimentam para mantê-las em uma situação de inferioridade cultural, desvalorização social, marginalização econômica, “invisibilidade” de sua existência e de seu trabalho, mercantilização de seus corpos; situações estas que se referem a um trabalho sistemático de exclusão. A atual globalização, por ser machista, acentua a feminização crescente e maciça da pobreza e provoca uma exacerbação das múltiplas violências exercidas contra as mulheres. A resistência suspensa das mulheres a estas formas de opressão e exploração particulares se vê refletida na importância que os diferentes movimentos de mulheres ocupam no seio do movimento internacional contra o neoliberalismo em geral e no Fórum Social Mundial, em particular. No contexto dos debates sobre os horizontes emancipatórios torna-se decisivo discutir sobre as formas de luta contra o capitalismo e o patriarcalismo.

III) LUTA CONTRA O RACISMO
A globalização neoliberal reatualizou e aprofundou alguns dos mecanismos de segregação humana difundidos desde as origens do desenvolvimento capitalista e que o “progresso” do século XX pretendia ter erradicado. A implantação da produção escrava nas sociedades latino-americanas desde a época colonial significou a difusão do racismo como modo de segregação baseado na discriminação pela cor da pele dos povos originários e das populações escravas de origem africana. Apesar dos discursos políticos que pregam a consagração da convivência multirracial e a igualdade de oportunidades, o racismo ainda se manifesta com virulência nas sociedades latino-americanas e estamos longe de ter assistido à desaparição do mesmo. No Brasil, país sede do Fórum Social Mundial 2005, o combate contra o racismo exige atenção particular como conseqüência do peso que o passado colonial e os preconceitos herdados deste período histórico ainda guardam na vida política y social deste país. As populações negras e indígenas são as vítimas privilegiadas, embora não sejam as únicas, deste flagelo que ainda se combina e articula no mundo todo, e, em particular, na América Latina, com outras formas de discriminação por origem social, casta, gênero, religião, concepções filosóficas, etc. A luta contra o racismo e contra toda forma de discriminação exige portanto atenção significativa no V Fórum Social Mundial.

Jacqueline de andrade

reunião

Postby Jacqueline de andrade » Mon Oct 18, 2004 1:12 pm

Olá pessoal,

Gostaria de saber se e quando aconteceraá reunião em Salvador

Aguardando resposta.

David Alvarez

Re: INFO 3

Postby David Alvarez » Mon Oct 18, 2004 11:59 pm

Oi gente!!
Eu fico claro quando dos espacos e eixos se trata, mas ate agora, ainda nao sei o que sao as duas comissoes do CI.
Alem, quais foram issas 1.863 entidades, foram pessoas naturais ou foram mesmo agrupacoes representativas?
Ate: David.

fsm2005

Postby fsm2005 » Mon Nov 08, 2004 8:32 pm

INFO 4
Orçamento


Como funciona o orçamento para tradutores? De onde vem? Como e quem pode gastar?

O orçamento geral do Fórum Social Mundial (FSM) vem da ajuda do governo, doações de várias organizações e, sem dúvida, de delegações de países desenvolvidos e organizações que queiram realizar atividades durante o Fórum. Certamente esse orçamento é provisório e sempre sujeito a mudanças.

Embora a Babels e a Nomad sejam projetos realizados por voluntários, que não recebem por esse trabalho, há um orçamento destinado à tradução. Ao contrário dos outros, não é feito para se pagar por um serviço prestado, mas para permitir que as pessoas trabalhem e pensem em conjunto em tantos idiomas quanto forem necessários durante o FSM, visando facilitar a troca de idéias.
Nesse FSM há cerca de 10 línguas, em vez das quatro normalmente usadas.

Propiciar a interpretação para o FSM tem um custo que anda de mãos dadas com certas decisões políticas, tais como garantir a mistura geográfica. Foi decidido que o FSM deveria acolher voluntários do mundo todo. A prioridade seria dada às Américas (do Alasca até a Argentina), seguidas pela África, Ásia e Oriente Médio, e por fim a Europa.

As salas equipadas para a interpretação também têm um gasto: teremos que comprar equipamentos para as cabines, sistema de som, etc... E com a política de termos interpretações não apenas nas salas grandes, mas também em várias salas menores as despesas serão maiores.

A Babels e a Nomad foram incluídas juntas com o Programme Workgroup do International Council, o Comitê Organizador Brasileiro e demais grupos de trabalhos para acharem soluções práticas para essas questões. Então propusemos um orçamento para interpretação no FSM que irá respeitar o princípio de solidariedade.

Este ano calculamos que precisaríamos de US200, 00, em média, por pessoa. Quer dizer, pretendemos gastar o menos possível para que possamos convidar voluntários de lugares mais distantes. Sempre que tivermos alguém de Porto Alegre, ou quando voluntários vierem do Uruguai ou Argentina, em ônibus especiais da Babels (se é que isso é possível) ou ainda, se pudermos achar casas que os hospedem em vez de ficarem em hotéis mais caros, o dinheiro economizado será usado para aqueles provenientes do Kênia, Senegal, Colômbia, Índia, Turquia, etc...

É assim que iremos trabalhar.
Vejo vocês em Porto Alegre.
Traduzido por Lia Abreu Machado


++ Information (FSM2005 Orçamento):
1- viewtopic.php?p=1053#1053
2- http://www.babels.org/article.php3?id_article=109

megbatalha

Budget

Postby megbatalha » Tue Nov 09, 2004 1:46 am

Olá Pessoal:

Recebi e-mail referente ao budget do Fórum, sou intérprete e gostaria de saber o que está incluso neste orçamento. Já havia ressaltado em outro e-mail sobre o que o trabalho de interpretação requer, é essencial um lugar onde se possa descansar e claro alimentação adequada. O trabalho de interpretação, não preciso dizer a vcs, deve ser de qualidade, e não adianta ter várias pessoas mal acomodadas e sem o espaço necessário para descansar. Os intérpretes vão ao Fórum para trabalhar e não para somente participar do evento. O que vcs acham? US$ cobre todas as despesas de acomodação, transporte e alimentação? Sou de SP e esta quantia aqui não seria suficiente.

Até mais,
Margarete.

bettina
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Posts: 18
Joined: Mon Dec 01, 2003 9:51 am
Location: Porto Alegre

orçamento

Postby bettina » Tue Nov 09, 2004 11:03 am

Olá a todos
esta quantia de 200 USD se refere às passagens para Porto Alegre. Assim, para cada voluntário de POA, sobram 200 USD para trazer outro voluntário de mais longe. Por exemplo, 6 voluntários de POA representam 1.200 USD, ou um intérprete da Europa, por exemplo.
O alojamento, a alimentação estão previstos no orçamento, mas não estão incluídos nestes 200 UDS.

laurent

Info 5

Postby laurent » Fri Dec 10, 2004 8:03 am

INFO 5

Memória

O projeto “Tradução” elaborado para o FSM2005 é ao mesmo tempo um projeto técnico (Nomad – Veja Info 2), um projeto lingüístico (Babels) e um projeto político em torno da participação voluntária. Mas, com seu projeto “Memória”, o FSM2005 significará também mais uma etapa nos processos dos fóruns sociais. Nomad e Babels participam diretamente desse projeto.

Os arquivos sonoros serão uma das três partes da “Memória do FSM2005” (as outras são a produção “Mídia alternativa Internet” e questionários para as organizações participantes). As gravações serão feitas nas salas onde haverá tradução, isto é, em todas as línguas de cada evento.

Em termos técnicos, trata-se da implementação do TARG, um projeto de software livre de Nomad (veja http://nomad.apo33.org), que se utiliza da digitalização das diferentes vozes bem como de sua indexação. Essa digitalização permitirá também, ao menos em certas salas e conforme as condições técnicas, transmitir o som (quase simultaneamente) pela Internet. Isso permite aumentar a audiência das conferências traduzidas quer deslocando no tempo (arquivos e memória) a possibilidade da escuta, quer deslocando no espaço a possibilidade de assistir (transmissão ao vivo). Isso é particularmente importante para as línguas ditas “minoritárias” no FSM de Porto Alegre mas que alcançam centenas de milhões de pessoas. Entre as 14 línguas presentes, estão o árabe, o hindi, etc.

Isso traz novas questões para os voluntários Babels. Algumas dessas questões já foram identificadas nos fóruns eletrônicos ou nas várias reuniões da rede que debateram essa questão.

Podemos citar, por exemplo, o problema da qualidade da interpretação. A interpretação é antes de tudo uma performance. Com a gravação, ficam registrados até os erros. Diferentemente da tradução escrita, não se pode “reler” uma interpretação simultânea.

Podemos citar também o problema relacionado com o fato de ver seu nome associado a uma tradução que estará disponível na Internet. Isso pode causar problemas para certas pessoas, por exemplo em relação a futuros empregadores.

E podemos citar também o problema da propriedade. A voz de um intérprete (ou de qualquer pessoa) lhe pertence. O uso que se fizer dela deve obedecer, pois, a regras precisas de maneira a protegê-la contra usos incorretos.

Pode, existir outros que surgirão durante o próprio FSM: será gravado um total de 108 eventos por dia em 14 línguas diferentes. Organizaremos as condições de verdadeiros debates entre nós e os técnicos com o fim de melhor apreendermos os desafios, as falhas e os sucessos de essa experiência ao vivo.

Entretanto, respondendo às questões já identificadas, propomos desde já:

- as traduções serão anônimas. Os nomes dos intérpretes não serão associados ao arquivo. Além disso, poderemos decidir juntos, durante o FSM, se queremos elaborar créditos coletivos com os nomes (ou parte deles) de todos os voluntários que participarem do FSM.

- Pretendemos proteger as traduções com a licença “Creative Commons: Attribution-ShareAlike”. Isso garantirá que o uso de nosso trabalho seja feito num marco claramente definido dentro do espírito do FSM e no respeito da ética dos voluntários Babels: uma possibilidade de transmissão que corresponde ao quadro não comercial e solidário que nos anima. Para maiores detalhes: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/

- Será possível pedir que não seja registrado o trabalho de uma cabine (isto é, de uma língua) num evento, mas isso após discussão com os outros voluntários Babels e Nomad, bem como com os organizadores do evento. No entanto, haverá transmissão ao vivo ('live streaming'), sempre que isso for tecnicamente possível: todas as pessoas presentes em Porto Alegre na sala onde houver um evento, e todas as pessoas que estiverem em linha no mesmo momento em todas a parte no mundo podem acompanhar o evento simultaneamente. Não se deve confundir “streaming” (transmissão ao vivo) e “arquivamento”. Será possível solicitar que não seja feita nenhuma gravação, mas não se poderá impedir a transmissão ao vivo.

Até breve em Porto Alegre

GT Communicação

Campanha de conscientização de intérpretes experientes

Postby GT Communicação » Tue Dec 28, 2004 8:34 pm

Esta mensagem foi enviada para os intérpretes profissionais e experientes.

INFO 6
Experientes/Inexperientes


CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO DE INTÉRPRETES EXPERIENTES

A Babels assumiu dois compromissos importantes para o FSM 2005: qualidade e diversidade. Acreditamos que a qualidade é essencial: é fundamental que o FSM tenha intepretação de boa qualidade.

Você é intérprete experiente (profissional ou experiente). Durante o FSM, voc trabalhará em uma cabine com um intérprete inexperiente, que pode ser um iniciante ou um intérprete ocasional. Lembre-se que, embora iniciantes, são fluentes no idioma e já tiveram algum treinamento em tradução simultânea.

A Babels quer permitir que intérpretes inexperientes sejam voluntários junto com os experientes, porque estes intérpretes inexperientes estão comprometidos com o processo dos fóruns sociais. Seu trabalho como intérpretes voluntários é sua forma de contribuir para o FSM.

Em Porto Alegre, queremos que você ajude seus companheiros inexperientes da Babels a se sentirem à vontade e possam contribuir como intérpretes para o FSM:

-dê um feedback postivo do trabalho depois de cada conferência;

-durante a conferência, dê conselhos e apoie seu colega;

-deixe seu colega trabalhar, mesmo que a qualidade não seja perfeita, o quanto for possível. Se a situação for catastrófica, peça que o coordenador de sala encontre um substituto.


Estão sendo feitas sesssões de treinamento em diversos países latino-americanos para ajudar os intérpretes inexperientes antes do Fórum. Colocamos no website da Bsbels um cópia dos DVDs didáticos que você pode fazer o download:

http://www.babels.org/rubrique.php3?id_rubrique=47


Não é nossa intenção "fabricar" intérpretes profissionais em poucas semanas ou poucos dias. Sabemos que a interpretação exige anos de treinamento e preparação sistemática. No entanto, gostaríamos de dar a estes voluntários a oportunidade de aprender e de compreender a ética da interpretação.

Também é importante que os voluntários inexperientes trabalhem como intérpretes para provar que a interpretação é uma ferramenta política. Na América Latina, por exemplo, onde o castelhano geralmente é a língua oficial, há muitas línguas indígenas faladas por pequenas comunidades. Trabalhar como intérprete durante o FSM pode ajudar voluntários do mundo inteiro aprender como podem trabalhar para pequenas comunidades como esta, contribuindo para manter a diversidade linguística e cultural do planeta.

Convidamos você a discutir este tema e dar conselhos para a preparação de seus companheiros inexperientes no Fórum da Babels.

Guest

Postby Guest » Wed Dec 29, 2004 3:39 am

Olá pessoal,

Gostaria de saber se tem algum voluntário de Brasília?
Um abraço
Renato

ligianac@hotmail.com

Postby ligianac@hotmail.com » Sun Jan 02, 2005 1:10 pm

Renato, sou de Brasilia mas nao sei se fui selecionada. Vc tem alguma confirmaçao?
Ligiana



Anonymous wrote:Olá pessoal,

Gostaria de saber se tem algum voluntário de Brasília?
Um abraço
Renato

GT Communicação

INFO 7: Planejamento de Cabina/BaBOO

Postby GT Communicação » Thu Jan 13, 2005 8:34 pm

INFO 7: Planejamento de Cabina/BaBOO

Os coordenadores da Babels para o FSM-2005 discutiram a questão do planejamento das cabinas no início de novembro em Porto Alegre levando em consideração as idéias desenvolvidas no Fórum com todos os voluntários durante os últimos meses. Várias propostas foram adotadas, o que muda os métodos de planejamento usado pela Babels em Fóruns anteriores. Essas novas propostas devem deixar o processo de planejamento mais claro e eficiente.

1. Metodologia de planejamento de cabina usado para o FSM-2005

Pares de intérpretes

-Pares de intérpretes: cada voluntário trabalhará com a mesma pessoa na cabina nos dois primeiros dias do Fórum, então todos terão seus pares mudados para os dois dias restantes do Fórum. Poderá haver exceções para esse esquema.
-Pares de intérpretes com níveis diferentes de proficiência: intérpretes sem experiência farão par com intérpretes com experiência (ver INFO 6: Com/Sem experiência).
-Pares de intérpretes de partes diferentes do mundo: sempre que possível, tentaremos fazer pares com intérpretes de países diferentes. Em Fóruns anteriores, muitos intérpretes acharam mais interessante trabalhar com pessoas vindas de países diferentes.

Carga de trabalho e Áreas Temáticas

-Turnos diários: Cada intérprete voluntário trabalhará entre dois e um máximo de três turnos por dia. Haverá três turnos por dia, mas até quatro turnos por dia nas Áreas Temáticas 1, 8, 9 e 11 (para mais detalhes ver Relatórios dos encontros em São Paulo). Cada turno deve durar até 3 horas. Nosso objetivo é assegurar que ninguém trabalhará mais do que seria esperado de um intérprete profissional em um trabalho comercial.
-Períodos de descanso: sempre que possível, os coordenadores da Babels responsáveis pelo planejamento tentarão proporcionar aos intérpretes o maior tempo possível de descanso. Já preparamos uma sala de descanso da Babels dentro do Território do FSM, com sofás, colchões e uma geladeira. Dessa forma, os voluntários poderão descansar sem terem que se deslocar por longas distâncias.
-Escolha de uma área temática: todos os voluntários confirmados até o início de novembro tiveram a possibilidade de escolher em quais das 11 Áreas Temáticas preferem trabalhar. Somente os primeiros 65 % dos voluntários puderam selecionar uma ou várias áreas temáticas. Isso é uma experiência: é a primeira vez que pudemos tentar fazer com que os intérpretes pudessem escolher as áreas nas quais eles têm interesse. A escolha da Área Temática de um intérprete somente dá ao grupo de trabalho da Babels responsável pelo planejamento uma idéia da “lista de preferência” de cada um. Não podemos garantir de forma alguma que essa lista será totalmente considerada, mas faremos o possível para que seja!

Exemplo do horário de um intérprete

Um horário ideal poderia ser assim:

| Dia | Turno 1 | almoço |Turno 2 | Turno 3 | Turno 4 |
| 27 | X | almoço | X | plantão | livre |
| 28 | livre | almoço | X | X | X |
| 29 | livre | almoço | plantão | X | X |
| 30 | X | almoço | X | X | livre |

X = trabalho
Plantão: significa que você deve esperar na sala da Babels até o turno começar, caso haja uma emergência (um intérprete adoecer, etc.)
Livre = tempo livre

Nota: Esse é um horário “ideal”. O horário de cada intérprete pode ser bastante diferente desse modelo.

2. BaBOO: Software de planejamento de cabina da Babels

Para auxiliar o grupo de trabalho da Babels responsável pelo planejamento de cabina, dois programadores voluntários estão trabalhando no BaBOO, um programa de computador que eles haviam criado em Londres pra o projeto Babels ESF04. Jean-Michel e Patrick tentarão viabilizar a confecção do planejamento de cabina pelos coordenadores de uma forma centralizada, usando um banco de dados central via internet. Isso possibilitará a todos os coordenadores ter informações precisas sobre os intérpretes.

O BaBOO também será útil para os intérpretes, que poderão receber seus horários por e-mail. Os intérpretes também poderão verificar seus horários on line e ver se houve qualquer mudança (essa ferramenta é experimental). Juntamente com seus horários, os intérpretes receberão informações que os permitirão entrar em contato com a pessoa com quem trabalharão na cabina.

O BaBOO é uma ferramenta experimental atualmente em desenvolvimento. Nem todos os dispositivos deverão estar disponíveis para o FSM-2005, mas nossos dois programadores voluntários estão fazendo o melhor que podem para que o BaBOO esteja em total operação antes do início do Fórum.

Guest

Postby Guest » Fri Jan 14, 2005 1:35 pm

Felicito a iniciativa, a organização e a vontade de fazer um outro mundo possível. Nos vemos em Porto Alegre,
Débora Mattos


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